Arquivo da categoria: Bem Estar Animal

SEGUNDA SEM CARNE!

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Amanhã, segundona brava….

Pra quem come carne, neste domingo, dia dos pais, deve estar se esbaldado com uma feijoada ou um churrasquinho.

Que tal aderir à campanha da Sociedade Vegetariana Brasileira e ter um dia mais leve com o corpo e com a consciência?

Um único dia sem comer carne (isso inclui aves e peixes, hein!) pode causar um impacto positivo enorme no planeta!

Todos sabemos do aquecimento global que o desmatamento para criação de animais e o confinamento causam. Todos sabemos que estes animais são criados em condições de bem estar muito ruins. A Europa já tem legislação que proíbe a criação de porcas em gaiolas, que exige o aumento do tamanho das gaiolas de aves de postura, entre outras medidas que asseguram que os animais fiquem livre de sofrimentos evitáveis pelo homem (se quiser saber mais sobre estas medidas na Europa, clique aqui!).

Muitos artigos científicos têm provado os riscos da alimentação carnívora para o homem, favorecendo o estabelecimento de câncer, diabetes, entre outras doenças (leia aqui um artigo muito interessante da Universidade de Harvard).

E, além de tudo, existem ótimos restaurantes vegetarianos e de comida natural que você pode conhecer! Ontem mesmo descobri na Pampulha (Belo Horizonte) um restaurante que serve somente feijoadas. Lá você tem a opção de comer feijoada de frutos do mar, de frango e, o melhor, vegetariana! Não tem desculpa pra não se alimentar bem, né?

E se você preferir cozinhar em casa, vale a pena conferir as receitas indicadas pelo site “Segunda sem Carne” clicando aqui, ou as receitas super fáceis do “Cantinho Vegetariano” clicando aqui!

Inté!

MATAR PARA SALVAR? DESRESPEITAR PARA RESPEITAR?

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É sabido que práticas de vivissecção e testes em animais são feitas nas escolas de medicina veterinária, medicina humana, biologia, entre outros cursos. O uso de animais vivos ou que são eutanasiados para fins didáticos é controverso e gera muitas discussões tanto de leigos nesta área, quanto de estudiosos – alguns defendendo, outros banindo a prática. O fato é que devemos pensar na quantidade de vidas que são interrompidas para estudos que, algumas vezes, não têm o menor sentido. Estudantes também se tornam vítimas indiretas de tais práticas, ficando insensibilizados, familiarizados com estas práticas. Eis o meu relato:

No meu segundo ano de faculdade, um professor da disciplina de Avicultura e Doenças das Aves deu uma aula prática que há muitos anos repetia com cada turma do curso: necropsia de algumas galinhas para tentarmos achar as doenças estudadas em aulas teóricas. Até aí, normal para um curso de medicina veterinária. Entretanto, as galinhas foram levadas à porta da sala de necropsia vivas e cabia aos alunos sacrifica-las para a aula prática. Uma aluna se recusou a torcer o pescoço da ave por ter dó do bicho. Eu me recusei porque além de ter dó, achava totalmente desnecessário este ato só para abrirmos uma galinha pela milésima vez (já que nas aulas de anatomia havíamos feitos isto diversas vezes). O absurdo é que o professor foi enfático quando disse que o aluno que se recusasse a participar de qualquer momento da aula (inclusive o momento de torcer o pescoço da galinha), consequentemente estaria se recusando a participar da aula e, sendo assim, perderia pontos na disciplina. A imposição do professor desrespeitou os princípios éticos de diversos alunos, não?

O uso de animais saudáveis em experimentos traz à tona estas questões éticas e morais. Por que matar um camundongo é menos repulsivo que matar um cão? E por que matar um vira-latas é menos grave que um cão de raça? O que dá ao homem o direito de decidir e usar um animal – que em quase 100% das vezes possui fisiologia e anatomia completamente diferentes do ser humano – para estudar doenças humanas e seus tratamentos? É ético fraturar a mandíbula de um animal saudável para estudar técnicas cirúrgicas? A dor que este animal sentirá no pós-operatório justifica tal prática?

A reportagem feita pelo programa Globo Universidade (abaixo) mostra a polêmica que tais práticas podem gerar:

http://globotv.globo.com/rbs-rs/jornal-do-almoco/v/a-polemica-do-uso-de-animais-saudaveis-em-pesquisas-de-medicina-veterinaria/1948664/

Os animais estão em igualdade com os seres humanos por também possuírem sistemas nervosos, ou seja, são capazes de sofrer. Em 1975 Peter Singer (filósofo australiano e autor do livro Libertação Animal) fez a seguinte pergunta: “O que nos dá o direito de usar animais? Por que podemos sobrepor a nossa vontade à deles?”.

Para finalizar esta postagem, explico que existem métodos alternativos ao uso de animais que visam reduzir o número de animais utilizados em determinados experimentos, diminuir o sofrimento animal por meio de treinamento e refinamento de pessoal e, sempre que possível, substituir completamente o uso de animais por outros métodos (replacement)… É a conhecida filosofia dos “3 Rs“.

A faculdade de medicina da Unifesp já introduziu o uso de ratos de pvc em aulas práticas de microcirurgia:Imagem

As medidas alternativas seriam:

  • Utilizar cadáveres de animais mortos em circunstâncias naturais;
  •  Realizar o mínimo de procedimentos prejudiciais em animais com finalidade de gravar softwares que serão utilizados por estudantes de todo o mundo;
  • Modelos e simuladores mecânicos;
  • Filmes e vídeos interativos;
  • Simulações computacionais e de realidade virtual;
  • Acompanhamento clínico em pacientes reais;
  • Auto-experimentação não-invasiva;
  • Utilização não-invasiva e não-prejudicial de animais;
  • Experimentos com vegetais, microorganismos e in vitro;
  • Estudos de campo e observacionais.

Os gastos com cada procedimento são relativos, já que a manutenção de canis, a captura de animais errantes e a manutenção de biotérios possuem alto custo.

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Foto acima: protesto contra uso de animais em experimentos de cosméticos na Espanha.

Inté!

AGRONEGÓCIO X SUSTENTABILIDADE

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De 20 a 22 de junho deste ano acontecerá na cidade do Rio de Janeiro o RIO+20, a conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável. Os temas desta conferência consistem na economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e na erradicação da pobreza.

Um dos assunto mais comentados é o Agronegócio (ou agrobusiness) – o cultivo da terra associado à criação de animais – que pode ser desde altamente sustentável, até altamente destrutivo tanto para o meio ambiente, quanto para a economia de um país. Sabemos que no Brasil poucos – os grandes fazendeiros – ganham muito dinheiro e a maioria (trabalhadores rurais) que antes eram donos de suas terras e praticavam agricultura familiar, hoje são mal remunerados e até explorados algumas vezes.

 

Aqui no blog comentamos que animais criados em confinamentos estão sob sofrimento desde o seu nascimento até o seu abate devido ao tratamento e alimentação que lhes são dados. A exemplo de grande parte da Europa, que já aboliu estas práticas de confinamento, sabemos que é possível melhorar os métodos de produção de alimentos e a forma como estes animais são criados.

 

Por isto, a Organização Mundial de Proteção Animal (WSPA) começou a Campanha Pegada Animal, que faz um apelo à ONU para que temas de bem estar animal sejam incluídos na Rio+20.

Para ajudar, basta clicar aqui e assinar a carta que será enviada aos representantes da ONU.

VIVA RITA LEE!

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Rita Lee, sempre impagável, botou ordem no terreiro em seu último show, na cidade de Aracajú (Sergipe) dia 28/01/12. Enquanto os policiais revistavam os fãs da cantora, ela notou que eles abusavam de força e agressões. Sem pensar duas vezes, falou ao microfone que eles (os policiais) deveriam deixá-la fazer seu show, que se eles estavam procurando baseados, iriam encontrar, e também muita alegria. “Isso é força brutal. Vocês não têm o direito de usar a força na meninada que não está fazendo nada. Eu sou do tempo da ditadura. Pensam que eu tenho medo?…”. Terminou chamando os policiais de “cavalos”, “filhos da puta” e acabou sendo presa por “desacato e apologia ao crime ou ao criminoso“. No dia seguine, em seu Twitter, ela postou: “Não deu pra segurar, explodi. Por 3 vezes pedi. Não consegui. Invasão truculenta, platéia refém do Louco. Meu dragão reagiu. Vomitei fogo”.

Não é de hoje que sou fã dessa pessoa extremamente talentosa, desbocada e autêntica. Rita, além de ser a melhor compositora e cantora do rock nacional, não tem medo (nem papas na língua) de defender seus ideiais. E uma pessoa que, além de artista brilhante, defende suas atitudes e pensamentos como só ela faz, deve ser respeitada e valorizada ainda mais!

Toda esta história me fez lembrar de sua campanha contra rodeios, este “esporte” hediondo, como ela mesma diz. No site www.vegetarianismo.com.br ela escreve: “Não sou uma ET, mas fico indignada sempre que os terráqueos desrespeitam os outros três reinos do Planeta: o mineral, o vegetal e o animal. A tal da imagem e semelhança de Deus conferida à raça humana é uma piada…” (clique aqui para ver o texto completo).

E, para terminar este breve post dando meu total apoio à esta guerreira pelas boas causas, Rita Lee, sugiro que assistam ao vídeo da música Odeio Rodeio (que fala TUDO!) composta pelo grande Chico César em homenagem à “Santa Rita de Sampa”:

OS ANIMAIS SOFREM?… 2a REFLEXÃO: O CONFINAMENTO DE AVES E SUAS CONSEQUÊNCIAS

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Que a natureza é perfeita, que os animais se adaptam às condições climáticas, que as estações do ano têm grande influência sobre tudo no Planeta, todos sabemos. Então por que o homem insiste em modificar ambientes naturais?

Bem, comecemos do início…

No ano de 1945, com o término da II Guerra Mundial – um conflito que envolveu todas as grandes potências do mundo –, a Europa deu início a um movimento de recuperação econômica. A população começou a crescer rapidamente, sem que houvesse alimento suficiente para tanta gente e, assim, viu-se a necessidade de aumentar a quantidade e a velocidade da produção destes. Mas até a década de 1940 quase todos os países da Europa e de outras partes do mundo produziam alimentos por meio de agricultura familiar. As pessoas moravam no campo e lá obtinham seus alimentos, em pequena quantidade, que eram plantados/criados de maneira orgânica. Alguns pequenos produtores rurais começaram a observar que se restringindo o espaço e fornecendo alimentos mais calóricos (tais como grãos) aos seus animais, eles se tornavam capazes de produzir em maior quantidade, com menor espaço físico e em menos tempo. Assim, surgiram os CONFINAMENTOS. Confinar significa cerrar lotes de animais em piquetes, currais, baias ou gaiolas, onde toda a alimentação e água são fornecidas no cocho. Desde então, em detrimento do bem estar animal, criações industriais manipulam comida e luz a fim de aumentar sua produtividade.

Mas antes mesmo do término da II Guerra, nos EUA a primeira propriedade de criação industrial de frangos de corte já surgia, a partir de um incidente ocorrido em 1923. Uma pequena produtora rural chamada Celia Steele fez uma encomenda de 50 galinhas, mas lhe foram enviadas 500. Ao invés de devolver as aves excedentes, ela resolveu alocá-las em um galpão fechado durante o inverno, fornecendo-lhes os suplementos alimentares disponíveis no mercado naquela época. Privadas de sol e amontoadas em um galpão, as aves não sobreviveriam se não fossem as vitaminas A e D contidas em tais suplementos. Posteriormente, a criação de chocadeiras com incubadoras artificiais, milho híbrido subsidiado pelo Governo, a prática da “debicagem” (quando se decepa o bico dos pintinhos com auxílio de uma lâmina quente para evitar que selecionem alimentos – Foto 1), luzes e ventiladores automáticos, possibilitaram aumentar cada vez mais a densidade de animais nestas criações. E assim, em 12 anos, Celia já possuía 250 mil galinhas confinadas, o que hoje em dia se tornou um padrão na criação de galinhas. Os frangos de corte ficam em galpões fechados, com espaço de 930 cm2 por animal (Foto 2), recebem uma dieta proteica feita de grãos e são abatidos com aproximadamente 40 dias de vida. Uma curiosidade é que as galinhas não modificadas geneticamente de antigamente (antes de se criar o chamado “frango de corte” e a “galinha poedeira”) podiam viver por até 20 anos, mas hoje vivem pouco mais de um mês, além disso, sua taxa de crescimento aumentou em 400%!

Foto 1

Foto 2

Em criações industriais de galinhas poedeiras, as aves têm seu relógio biológico reprogramado, iniciando a postura mais rapidamente que as aves criadas em liberdade. Assim que as galinhas atingem 16 a 20 semanas de vida, são colocadas em gaiolas com 432 cm2 (tamanho de uma folha A4 – Foto 3) em galpões totalmente fechados nos quais durante 2 a 3 semanas as luzes são diminuídas ou apagadas totalmente 24 horas por dia. Paralelamente, é fornecida uma alimentação pobre em proteína, na qual as aves chegam a passar fome. Depois desta fase, as luzes passam a ser acesas diariamente por períodos de 16 a 20 horas e a dieta passa a ser rica em proteínas, fazendo com as galinhas pensem que é primavera e comecem imediatamente a botar ovos. Desta maneira, o homem consegue fazer com que as galinhas façam a postura de ovos durante o ano inteiro. Vale lembrar que o comportamento natural de qualquer galinha, quando solta na natureza, é ciscar, bater asas, esticar asas e pernas, voar a pequenas alturas do chão, se empoleirar e construir ninhos para botar e chocar. Uma galinha poedeira ou de corte não consegue expressar nenhum destes comportamentos naturais, nem mesmo andar.

Foto 3

Aves de postura são diferentes de aves de corte. Desde 1946 a Indústria Aviária, com ajuda do USDA, investe em genética. Por meio de melhoramento genético, as aves de corte foram selecionadas para possuírem aptidão para ganho de peso e conformação de carcaça, enquanto que as galinhas poedeiras são selecionadas para produção de ovos. Portanto, não é economicamente viável utilizar aves de postura para corte e vice versa. Então o que é feito com os machos que nascem em criações de aves de postura, já que estes nem botam ovos e nem têm aptidão para ganho de peso? São descartados, ou seja, metade dos pintinhos que nasce em uma granja de postura é destruída em equipamentos que parecem liquidificadores ou em câmaras de gás ou, simplesmente, jogados no lixo (Foto 4).

Foto 4

Bom, que os animais sofram de forma bem significativa nestes tipos de criação, ninguém duvida. Além do sofrimento físico pela privação de liberdade, alimentos e sol e doenças que proliferam rapidamente em confinamentos, existe o estresse psicológico. Mas, além do sofrimento animal, existem graves consequências destas modificações na vida do próprio homem.

Galinhas criadas em liberdade se alimentam de forragem (capim, verduras), obtendo ômega-3, ômega- 6 e outros nutrientes importantes para sua saúde e a de suas crias. Assim, seus ovos e carne também irão conter os mesmos ácidos graxos, minerais e vitaminas que foram obtidos na alimentação. Estes animais possuem a relação equilibrada de ômega-3 e ômega-6 de 1:1, a mesma relação que é ideal para os seres humanos. Estes ácidos graxos, que são essenciais para nós, não podem ser obtidos de outra maneira, senão pela nossa alimentação.

 O milho, a soja e o trigo, que são utilizados como alimentos principais em confinamentos, são pobres em ômega-3, mas ricos em ômega-6. Desse modo, os produtos oriundos de animais alimentados com grãos chegam a ter a proporção ômega-3/6 de até 1:40. O ômega-6 tem função de facilitar a estocagem de células adiposas (de gordura), promover rigidez de células, coagulação e inflamação. O ômega-3, ao contrário, é muito benéfico, pois acalma as reações inflamatórias de nosso organismo, atua na constituição do nosso sistema nervoso e limita a fabricação de células adiposas. Por que estou falando de ômega- 3 e 6? Porque essa relação foi a que mais mudou na nossa alimentação nos últimos 50 anos, quando se iniciou a epidemia mundial de câncer. Hoje, as pesquisas científicas nos mostram que câncer está intimamente ligado à obesidade, ou seja, acúmulo de gordura em nosso organismo. A inflamação também propicia o desenvolvimento de massas tumorais, já que células cancerígenas dependem da interação com células de defesa do organismo e formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese), presentes nas inflamações e que irão nutrir as massas tumorais.

Como vimos, são muitos os motivos que nos levam a pensar 2 vezes antes de comer e/ou comprar um filé de frango congelado, coxas e asas resfriadas, ou uma simples bandeja de ovo. Não se trata de virar vegetariano, mas de fazer as escolhas certas. Para aqueles que moram em cidades de interior como eu, não é difícil comprar ovos de galinhas criadas soltas, carne frango caipira trazido da roça… E para os que moram em capitais, em alguns supermercados são encontrados tanto alimentos orgânicos, quanto produtos animais de criações extensivas (sem o confinamento). Nos Estados da região Sul do Brasil já existem diversas criações de galinhas poedeiras e de corte chamadas “caipira”, que quer dizer galinhas criadas soltas e que se alimentam de capim.

Ao contrário do que pensamos, a maioria dos brasileiros se preocupa com a forma com que os animais de produção são tratados. De acordo com pesquisas de opinião pública realizadas pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), 74% acha que o tratamento dado a estes animais precisa ser melhorado, 80% acredita que os criadores deveriam ser os primeiros a promover o bem estar animal, 60% espera que o Governo aprove leis de proteção a estes animais e 38% gostaria que os veterinários fossem os líderes nesta luta.

E aos mais céticos, temos embasamento científico que comprova a capacidade das aves de sentir, pensar e, consequentemente, de sofrer:

  • “… talvez o mais intrigante seja a capacidade da galinha de entender que um objeto, quando retirado e escondido, continua existindo. Isto está além da capacidade de crianças mais novas.” (Dr. Chris Evans, professor de psicologia da Macquire University)
  • “Descobrimos que as galinhas crescem rápido nas gaiolas… a carne de seus pés cresce em torno dos arames.” (Poultry Tribune)
  • “Com o crescente conhecimento do comportamento e habilidades cognitivas do frango, veio a percepção que o frango não é uma espécie inferior para ser tratado como mera fonte de alimentação.” (Dr. Rogers – University of New England)
  • “Galinhas mostram comportamento social sofisticado. Isto é que forma uma hierarquia. Elas podem reconhecer mais de uma centena de outras galinhas e lembrar-se delas. Elas têm mais de 30 tipos de vocalização.” (Dr. Joy Mench – University of California)

 Referências consultadas:

Foer, Jonathan Safran. Comer Animais. Editora Rocco, 319 p., 2011.

Servan-Schreiber, David. Anticâncer – Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais. 2ª edição, Editora Fontanar, 312 p., 2011.

http://www.confinamentoanimal.org.br/fique-por-dentro/pesquisa-wspa.asp

http://www.chickenindustry.com/cfi/intelligence/

O VERDADEIRO ENCANTADOR DE CAVALOS

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Sugiro a todos que amam cavalos, como eu, que assistam a esta reportagem do Globo Rural do último domingo (dia 22/01).

Loran, ou Lorenzo – como é conhecido em todo o mundo – começou sua carreira de adestrador de cavalos ainda na infância, em Camargo, região sul da França. Utilizando-se apenas da confiança e amor mútua entre ele e seus animais, sem rédeas e muito menos esporas ou chicotes, conduz 12 cavalos em uma arena, realizando com absoluta perfeição movimentos de rotação, recuo, galope sincronizado e por aí vai… E melhor: todos estes comandos são dados de cima de 2 cavalos, sobre os quais ele se equilibra apenas com os pés.

Uma linda relação de completo entendimento!

OS ANIMAIS SOFREM?… 1as REFLEXÕES

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A partir de hoje darei início às postagens sobre Bem Estar Animal. Neste 1º texto, escreverei um pouquinho também sobre a visão espírita a respeito dos animais, já que ciência e religião podem ser complementares.

Sendo assim, convido-os às nossas primeiras reflexões…

  • Os animais têm alma?
  • Eles sofrem?
  • O que a ciência nos diz sobre sofrimento animal?
  • Perante Deus, são nossos irmãos?
  • Como devemos tratá-los?
  • Qual a importância, para nós, de não causar o sofrimento alheio?

Segundo Allan Kardec, “a alma do animal sobrevive ao corpo” e “a inteligência é o ponto de encontro entre a alma dos animais e a alma dos homens”. O caridoso médium Chico Xavier fez a seguinte reflexão: “(…) quem ignora que a vaca sofra imensamente a caminho do matadouro? Quem duvida que minutos antes do golpe fatal os bovinos derramam lágrimas de angústia? (…)”

A Etologia Animal é uma ciência relativamente nova que estuda o comportamento dos animais em seu meio natural. Conhecendo o comportamento natural de uma espécie, pode-se melhorar o seu bem estar e, assim, conseguir com que o animal produza mais e com melhor qualidade… Dado muito interessante para os criadores comerciais de bovinos, aves, suínos e peixes, não acham? Para se estudar o bem estar dos animais, devemos saber que eles são sencientes, ou seja, seres com capacidade de ter sentimentos associados à consciência. Portanto, ao enjaularmos porcas (Figura 1) ou aves (Figura 2) para que estas produzam mais filhotes ou ovos, ao confinarmos vacas de leite e apartarmos seus bezerros (Figura 3) para que maior quantidade de leite seja ordenhada, não podemos simplesmente desconsiderar o sofrimento envolvido.

Figura 1

Figura 2

Figura 3

Termino esta breve postagem com as sábias palavras do filósofo e político inglês Jeremy Bentham (1748-1832), no livro Introduction to the principles of morals and legislation, capítulo 17, retiradas do texto “Senciência Animal”, da professora Carla Molento:

“Chegará o dia em que o restante da criação animal possa readquirir aqueles direitos que jamais poderiam ter sido retirados deles a não ser pelas mãos da tirania. Os franceses já descobriram que a pele escura não é razão para que um ser humano seja abandonado sem alívio aos caprichos de um torturador. Um dia poderá ser reconhecido que o número pernas, as vilosidades da pele ou o de término  da  coluna  vertebral  são  razões  igualmente  insuficientes  para  se abandonar um ser senciente ao mesmo destino. Que  fator então deveria  traçar a linha  insuperável?  A  capacidade  de  raciocinar,  ou  talvez  a  capacidade  de  se comunicar? Mas  um  cavalo  ou  um  cão  adulto  é  um  ser muito mais  racional  e comunicativo  que  um  bebê  de  um  dia,  uma  semana  ou  um mês  de  vida. Mas suponhamos  que  fosse  diferente,  e  daí?  A  questão  não  é  Os  animais  podem raciocinar? nem Os animais podem falar? mas sim Podem os animais sofrer?”.

Mensagem…

“Se não protegemos e nem educamos aqueles que o Pai nos confiou; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples para nós são difíceis de suportar como infratores da lei de auxílio mútuo?” (André Luiz)