Arquivo da categoria: Artesanato

LAMPARINA DE MATERIAL RECICLADO – PAP

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Olá queridos seguidores!

Nessa época de chuvas e tempestades a luz tá danada pra acabar, né?

Fui eu, com toda a família buscapé (avós, tios, primos, irmão, pais, namorado…) passar réveillon na maior confusão num rancho beira-mar. Tudo lindo: praia, sol, mar, um monte de gente pra cozinhar, tomar banho, e eis que a energia acaba!!!!

Imagina o caos que se instalou. Gente de 11 a 94 anos tendo que tomar banho com água fria  e no escuro. E, pra completar, só tínhamos mais 4 velas, sem previsão de retorno da luz, e ilhados pela chuva.

Mas meu pai, um físico-engenheiro-inventor-faz tudo, sugeriu que fizéssemos umas lamparinas pra poder passar a noite toda, já que as velas estavam no fim…

Gostei tanto de fazer que resolvi registrar o passo a passo. As fotos não ficaram muito boas porque a iluminação à luz de velas não é a ideal, mas dá pra entender como se faz…

Você vai precisar de:

  • 1 rolha (dá para 3 lamparinas),
  • 1 pedaço de barbante ou pavio de vela,
  • 1 latinha de cerveja para cada lamparina,
  • água,
  • óleo de cozinha,
  • tesoura,
  • 1 prego para fazer furos.

Primeiro passo – corte a rolha em 3 partes iguais na diagonal, cuidando para que estes pedaços fiquem bem retos. Com o prego, faça um furo no meio da rolha e, por ele, passe um pedaço de barbante dobrado ao meio, deixando uma parte de barbante de cada lado da rolha:

1Segundo passo – corte um pedaço da latinha do tamanho da circunferência da rolha. Faça o mesmo furo que você fez na rolha para passar o pavio também:

*Essa foi uma adaptação que fiz, pois na primeira lamparina que fizemos a rolha pegou fogo! Esta chapinha de metal servirá para evitar que o fogo toque a rolha.

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Terceiro passo – passe o pavio que já estava na rolha pelo orifício da chapinha de metal que você acabou de cortar:

3_Quarto passo – apare as bordas do pedaço de latinha de modo que ele fique com o mesmo formato da rolha:

4_Quinto passo – corte o fundo de uma latinha e encha-o de água e óleo (na proporção de 3 partes de água para uma de óleo). Coloque a rolha preparada delicadamente sobre o líquido, de modo que uma parte do pavio fique mergulhada na mistura de água e óleo e a parte com a chapinha de metal fique virada para cima:

6_Sexto e último passo – acenda sua lamparina e aproveite o clima! Ela vai durar umas 8 horas acesa, pelo menos.

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Legal, né??

Inté!!!

GUIRLANDA ECOLÓGICA DE NATAL… com PAP

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Olá queridos seguidores do blog!

Com esse clima de fim do mundo, temos que comemorar o natal como se fosse o nosso último, né???!!!

E para começar as comemorações, bora enfeitar nossas casas?

Fiz um passo a passo beeem simples de uma guirlanda mais simples ainda de fazer, utilizando cascas de árvores e sementes que encontrei por aí. O mais legal é que cada pessoa vai fazer um tipo de guirlanda de acordo com os tipos de árvores que encontrarem em cada região do nosso Brasilzão!

A guirlanda é essa aqui, ó:

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E o PAP é assim:

Você vai precisar de um prato de papelão de festas. Escolhi um bem grande para que minha guirlanda também ficasse grandona. Vire-o ao contrário e corte um círculo bem no centro dele:

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Depois pinte o verso do prato com tinta guache marrom (pode ser verde que fica lindo também):

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Recolha as mais variadas sementes, cascas e folhas de árvores que você conseguir:

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Depois de seca a tinta do prato de festa, comece a colar os enfeites (sementes, cascas, etc) com cola quente. Pode usar outros tipos de cola, como a Super Bonder, por exemplo.

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Fixe, também com cola quente, um pedaço de corda ou barbante no verso da sua guirlanda. Para reforçar essa parte, que servirá para pendurá-la, cole um pedaço de tecido com cola quente em cima da cordinha:

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E está pronta!

Feliz Natal!!!! Que seus corações fiquem em paz e que a saúde e amor venham ao encontro de todos nós!!! 

Inté!

CAPA PARA MÁQUINA FOTOGRÁFICA DE FELTRO – COM PAP!

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Olá Pessoal!

Certo dia, estava eu procurando uma capa para a minha máquina fotográfica na bagunça de coisas antigas aqui de casa. Mas todas que eu achei eram tão “sem gracinha”…

Então resolvi criar minha própria capa em feltro, imitando aquelas máquinas amadoras antigas, que tinham uma bobina para voltar o filme, lembram?

E aí está o resultado:

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Coloquei um velcro para fechar a capa e fiz um buraquinho para passar o cordão da máquina por fora:

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Esta é a parte superior da capa (costurei com ponto caseado):

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E esta é a parte inferior (também costurei com ponto caseado):

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As demais partes foram costuradas com ponto palito.

E, pra quem quiser fazer uma dessas, fiz estes moldes (que estão FORA DE ESCALA!) para você se guiar (clique no arquivo abaixo):

molde capa maquina

Mas você pode ir cortando os pedaços de feltro de acordo com o tamanho da sua máquina fotográfica, pois algumas são mais “gordinhas” e outras mais fininhas, né?

Espero que tenham gostado e que o molde lhes ajude a fazer as suas!

Inté!

MEUS ALUNOS DO PROEJA & SUA ÁRVORE DE NATAL DE GARRAFAS PET

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Olá Pessoal!

Em primeiro lugar, devo pedir desculpas por tanto tempo sem postar aqui no blog… Mas é que depois de uma greve de quase 2 meses, as aulas aqui estão puxadas! Tô dando aula até em feriado!!!

Mas volto com uma novidade bem legal: uma árvore de natal bem ecológica, feita pelos meus alunos de artesanato do curso Técnico em Alimentos do PROEJA (educação de jovens e adultos).

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O material que utilizamos foi o mais simples e ecológico possível:

– Um pote de vidro grande (acho que era de palmitos);

– Um montão de garrafas PET verdes (não contei quantas foram, mas sei que mais de 70, pelo menos);

– Um cabo de vassoura velhinho;

– Argila para fixar o cabo de vassoura;

– Cascas de árvore que coletamos na nossa escola mesmo e que têm um formato bem interessante, parecem estrelinhas;

– Vela para esquentar as tiras de PET e, desse modo, entorta-las e molda-las;

– Um anjinho feito com rolo de papel toalha, um bola de isopor e serragem;

– Fuxicos feitos com retalhos de tecidos.

E aqui está a turma trabalhando:

Encaixando as garrafas no cabo de vassoura:

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Fazendo os fuxicos para enfeitar nossa árvore:

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E aqui o resultado final:

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SALVE A RECICLAGEM DA BENEDITO CALIXTO!

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São Paulo tem poluição, tem garoa, tem trânsito e tem gente estressada… Mas também tem muita gente divertida, de bem com a vida e que valoriza o bem estar e a natureza!

Passeando pela feirinha de artes e antiguidades da Praça Benedito Calixto, que acontece todos os sábados em São Paulo, me deliciei com tanto reaproveitamento, reciclagem e criatividade!

A cada pessoa que eu pruziava por lá, eu descobria uma maneira mais legal que a outra de ganhar dinheiro, exercitar a criatividade e ficar de bem com o Planeta.

Foto retirada do blog “As decoradoras

Primeiro conheci mãe e filha que costuram que é uma beleza: Anelie e Schinaider. A filha cria e pinta e a mãe, costura. Os vestidos, calças e blusinhas que são vendidos vêm dentro de uma bolsinha de retalho de tecidos reaproveitados, super charmosa e original. Se quiser conhecer mais essas duas talentosas, visite o blog http://meus3pontos.blogspot.com.br

 

Andando mais um tiquinho, achei uma japonesinha craque em origamis de tecido. Thaís Kato cria porta-moedas, carteiras e tsurus em tecido sem usar costura nenhuma. O legal é que retalhos de tecidos podem ser transformados em um monte de coisas legais com essa técnica. Veja no site dela: http://thaiskato.com.br/

E quem disse que latinhas de alumínio não podem virar verdadeiras joias? É isso mesmo! Descobri um autor de joias ecológicas chamado Arthur Lewis. Ele, psicólogo, junto com sua companheira, professora de português, criam e dão vida a muitos materiais achados no lixo, tais como  as latinhas de refrigerante e cerveja, circuito de computador e madeiras de demolição.

Olha a super joia com super desconto que comprei:

Na feirinha, me chamou muito a atenção a proposta da marca Picard. Eles começaram resgatando a troca de bilhetinhos pelas pessoas, tão usados há alguns anos, antes do boom do orkut e facebook. As mensagens destes bilhetes, além de muito espirituosas, são representadas por pictogramas. Depois veio a ideia de roupas ecologicamente corretas e que passassem boas mensagens por meio de suas estampas. Assim, a Aline (uma das donas da empresa) junto com uma designer criaram estampas de pictogramas em camisetas feitas com garrafas PET ou algodão orgânico.

Não pude resistir a tanta criatividade aliada à uma proposta tão bacana de reciclagem e preservação do meio ambiente e garanti logo uma camiseta do Chaves pra mim, feita em algodão orgânico com amaciante de cupuaçu e corante vegetal:

 

E a BOA NOTÍCIA é que iremos sortear uma camiseta PICARD  aqui pelo blog!

Aguardem que a promoção começa logo logo!!!  

Inté!

PUFE DE GARRAFAS PET – PASSO A PASSO

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Depois de não ter mais espaço em casa para ampliar a minha horta vertical em garrafas PET, fiquei pensando no que fazer com o restante das garrafas que acumulei durante todo este tempo.

Vale lembrar que tive uma “senhora” contribuição do buffet Gourmeteria. Eles guardaram umas 200 garrafas pra mim. Valeu, Vinha!

Voltando ao “problema”… Eu já estava pensando em arranjar uns bancos ou pufes que ornassem com a hortinha, que pudessem ficar na chuva e que fossem ecologicamente corretos. Sendo assim, achei a solução!

E aqui está o passo a passo do primeiro de muuuitos pufes que farei para colocar no meu jardim, próximos à horta vertical:

Você vai precisar de:

  • 38 garrafas PET iguais (mesmo tamanho e cor);
  • uma tesoura;
  • um rolo de fita colante transparente larga (durex).

Passo 1 – Separe as garrafas que são iguais (as transparentes, as coloridas, as de 2 litros, as de 2,5 litros e assim por diante ). Lave-as bem e deixe secar invertidas para que não fique nada de água dentro delas:

Passo 2 – Forme duplas de garrafas iguais. Corte o gargalo de uma das duas: 

Passo 3 – Aqui está o resultado do corte feito em uma das garrafas: 

Passo 4 – Insira o gargalo recortado na garrafa:

Passo 5 – Aperte o gargalo até que fique bem encaixado no fundo da garrafa:

Passo 6 – Agora insira a garrafa inteira (não recortada) dentro da primeira garrafa (com o gargalo recortado):

Passo 7 – Repita os passos 2 a 6 com outras 18 duplas de garrafas:

Passo 8 – Com o durex vá juntando 3 duplas de garrafas, formando blocos:

Passo 9 – Junte os blocos de 3 com durex até formar o pufe, que ficará assim:

A Mafalda resolveu dar uma forcinha no quesito reciclagem e transformou o lixo em cama enquanto eu fazia o pufe:

… Porque o lema da Mafalda é “transformar lixo em luxo!”

Espero que tenham gostado!!!

Inté!

A FORÇA DO CAMPO

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Entre os dias 5 e 8 de julho, a Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, recebeu a 7ª Feira de Agricultura Familiar de Minas Gerais (Agriminas).

E o Guia Instinto Verde esteve lá para conferir!…

por Diana e João

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O evento teve dois grandes objetivos. O primeiro foi colocar pequenos produtores a par das inovações no campo e em contato com o mercado consumidor, além de articular cooperativas de diversas regiões do estado de Minas Gerais. O segundo foi atrair e oferecer essa rica produção (nem sempre valorizada) para moradores da capital. A equipe da Agriminas estima que 50 mil pessoas tenham passado pelo local nos quatro dias da feira, que também promoveu palestras de capacitação para agricultores e shows de músicas regionais. Mas o destaque mesmo foi poder conhecer e comprar produtos trazidos de várias regiões, comunidades e associações.

Logo na entrada da feira, muitas barracas ofereciam quitutes mineiros de encher as vistas: beju, tapioca, pão de queijo recheado, rapadura, bolachinhas diversas e mais um bocado de gostosuras.  Além da culinária, o norte de Minas estava muito bem representado pelas famosas cachaças (a degustação foi muito bem apreciada pelos repórteres do blog).

Uma das muitas marcas de cachaças que puderam ser degustadas e compradas durante a Agriminas

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Barraquinha de biscoitos trazidos do Jequitinhonha

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Barraca de tapioca de Rio Pardo de Minas

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Doce de leite, licores e biscoitos de Senhora de Oliveira

Outro ponto positivo foi a possibilidade de interagir e prosear com esses produtores, verdadeiros guardiões de ensinamentos e modos de vidas transmitidos por muitas gerações. Andando pelos corredores, conhecemos Valter Soares, da Comunidade Caldeirão (Itinga). Por iniciativa própria, ele começou a fazer há muitos anos um banco de sementes de plantas da região ameaçadas de extinção. Como nos contou, certa vez foram a sua casa e lhe ofereceram R$ 15 mil pelas sementes. Seguro do valor do que faz, ele não só negou como devolveu para visitante importuno: “Pode levar suas pratas porque isto aqui é o meu ouro”. Hoje, toda a comunidade ajuda na formação do banco de sementes, que já conta com um imenso galpão.

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Seu Valter Soares, de Itinga, mostrando e vendendo as suas sementes

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Fotos da criação do banco de sementes de Itinga pela comunidade Caldeirão

E para representar iniciativas como essa e trabalhos de artesanato à culinária, muitas outras cidades estavam lá para dar sua contribuição e comercializar seus produtos, como Almenara, Paracatu, Rio Pardo de Minas, Virgem da Lapa, Capela Nova, Muzambinho, Alfenas, Itaúna…

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Cabaças e pimentas trazidas de Paracatu

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Patchwork das mulheres de Almenara

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O tear de Muzambinho

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Queijos e sorvetes feitos com leite de cabra por produtores de Alfenas

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Mudas de hortaliças também foram vendidas durante a feira

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Olha a Diana mostrando o artesanato em madeira de Itaúna

Apesar de a feira ser voltada para a agricultura sustentável e, principalmente, familiar, o Guia Instinto Verde sentiu falta de estandes que mostrassem e valorizassem a produção de orgânicos. No dia da visita que fizemos à feira, apenas um estande mostrava e vendia café orgânico de Piedade das Gerais, sul de Minas.

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O delicioso café orgânico produzido no sul de Minas

  • O olhar do blog:

O Guia Instinto Verde aprovou e achou valiosa a iniciativa de reunir comunidades e famílias de produtores. Muito provavelmente, quem passou por ali não tem contato direto com trabalhos que carregam valores e técnicas em desuso nesta época de produção em larga escala – que tirou muitas famílias do campo, deixando-as em condição de pobreza nas cidades, e diminuiu radicalmente a qualidade daquilo que chega às nossas casas.

Portanto, para garantir a qualidade de vida do nosso presente e futuro, o primeiro passo é simples: repensar a relação que temos com o campo e buscar as lições que vêm dali, como a simplicidade, o respeito e trabalho em comunidade..

Inté!