OS ANIMAIS SOFREM?… 1as REFLEXÕES

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A partir de hoje darei início às postagens sobre Bem Estar Animal. Neste 1º texto, escreverei um pouquinho também sobre a visão espírita a respeito dos animais, já que ciência e religião podem ser complementares.

Sendo assim, convido-os às nossas primeiras reflexões…

  • Os animais têm alma?
  • Eles sofrem?
  • O que a ciência nos diz sobre sofrimento animal?
  • Perante Deus, são nossos irmãos?
  • Como devemos tratá-los?
  • Qual a importância, para nós, de não causar o sofrimento alheio?

Segundo Allan Kardec, “a alma do animal sobrevive ao corpo” e “a inteligência é o ponto de encontro entre a alma dos animais e a alma dos homens”. O caridoso médium Chico Xavier fez a seguinte reflexão: “(…) quem ignora que a vaca sofra imensamente a caminho do matadouro? Quem duvida que minutos antes do golpe fatal os bovinos derramam lágrimas de angústia? (…)”

A Etologia Animal é uma ciência relativamente nova que estuda o comportamento dos animais em seu meio natural. Conhecendo o comportamento natural de uma espécie, pode-se melhorar o seu bem estar e, assim, conseguir com que o animal produza mais e com melhor qualidade… Dado muito interessante para os criadores comerciais de bovinos, aves, suínos e peixes, não acham? Para se estudar o bem estar dos animais, devemos saber que eles são sencientes, ou seja, seres com capacidade de ter sentimentos associados à consciência. Portanto, ao enjaularmos porcas (Figura 1) ou aves (Figura 2) para que estas produzam mais filhotes ou ovos, ao confinarmos vacas de leite e apartarmos seus bezerros (Figura 3) para que maior quantidade de leite seja ordenhada, não podemos simplesmente desconsiderar o sofrimento envolvido.

Figura 1

Figura 2

Figura 3

Termino esta breve postagem com as sábias palavras do filósofo e político inglês Jeremy Bentham (1748-1832), no livro Introduction to the principles of morals and legislation, capítulo 17, retiradas do texto “Senciência Animal”, da professora Carla Molento:

“Chegará o dia em que o restante da criação animal possa readquirir aqueles direitos que jamais poderiam ter sido retirados deles a não ser pelas mãos da tirania. Os franceses já descobriram que a pele escura não é razão para que um ser humano seja abandonado sem alívio aos caprichos de um torturador. Um dia poderá ser reconhecido que o número pernas, as vilosidades da pele ou o de término  da  coluna  vertebral  são  razões  igualmente  insuficientes  para  se abandonar um ser senciente ao mesmo destino. Que  fator então deveria  traçar a linha  insuperável?  A  capacidade  de  raciocinar,  ou  talvez  a  capacidade  de  se comunicar? Mas  um  cavalo  ou  um  cão  adulto  é  um  ser muito mais  racional  e comunicativo  que  um  bebê  de  um  dia,  uma  semana  ou  um mês  de  vida. Mas suponhamos  que  fosse  diferente,  e  daí?  A  questão  não  é  Os  animais  podem raciocinar? nem Os animais podem falar? mas sim Podem os animais sofrer?”.

Mensagem…

“Se não protegemos e nem educamos aqueles que o Pai nos confiou; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples para nós são difíceis de suportar como infratores da lei de auxílio mútuo?” (André Luiz)

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